Intervenção artística no bairro Costa e Silva relembra mortos pela ditadura

Quatrocentas e trinta e quatro cruzes e forcas compõem a intervenção artística 434: Sob o olhar do General Costa e Silva, instalada neste sábado (26), em uma das principais praças do bairro Costa e Silva, localizada no início da rua Inambú. A obra, que surpreendeu os moradores que passaram pelo local, busca justamente a reflexão sobre o período da ditadura civil-militar brasileira, entre os anos de 1964 e 1985.

As 434 cruzes e forcas representam o número de mortos e desaparecidos no período em fatos relacionados à ditadura, de acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Além das peças, há uma faixa com duas fotografias dos olhos do ditador Costa e Silva, que dá nome ao bairro joinvilense.

Os artistas Jones Crespani Longaray e Geruza Longaray criaram a instalação após uma chamada pública do Movimento para mudar o nome do bairro Costa e Silva, que ofereceu uma verba de R$ 500 para financiar a execução da proposta escolhida.

Segundo os autores, o objetivo é promover ampla discussão sobre o papel do general Costa e Silva no Regime Militar, sobretudo com relação ao olhar adotado pelo governante com relação aos mortos e desaparecidos no período.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Cedida por Záia Freire

 

 

2 comentários em “Intervenção artística no bairro Costa e Silva relembra mortos pela ditadura

  • 26 de Agosto de 2017 at 26 de Agosto de 2017
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    Há vários critérios para se implantar os topônimos e um deles é certamente a investigação sobre a importância histórica que cada um deles têm para uma determinada comunidade. É fundamental que a decisão seja democrática, isto é, prevalecerá o topônimo escolhido pela maioria de quem habita aquela região.
    Os topônimos definem as tradições do povo que ali vive. Eles revelam as prioridades, as origens e tb as suas carências.
    A preferência pode sim ser local, parcial, limitada, particular, circunscrita, específica, pontual, localizada. Nomes de pessoas devem sim, homenagear os feitos dessa personalidade para com essa localidade.
    No entanto, esse processo deveria menosprezar topônimos desprovidos de dignidade, de decência, de integridade, de compaixão.

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  • 1 de Setembro de 2017 at 1 de Setembro de 2017
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    Herói brasileiro! Palhaçada isso sim, hora chamar isso de “arte”, e outra, comissão da verdade composta por comunas de esquerda, não tem validade. INTERVENÇÃO MILITAR JÁ, para acabar com essa palhaçada.

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