Artilheiro do JEC Futsal, Eka fala da carreira, ensinamentos na Europa e sonhado título da Liga

Artilheiro da temporada do JEC Futsal com 18 gols, Edson Marques, o Eka, transformou em lema a lição ensinada pelo técnico Duda, do ElPozo, na última temporada em que esteve na Espanha: “O jogador bom não é só aquele que desempenha ótima função no campo, que faz gol ou que dá passe pra gol. É o jogador que faz os outros jogadores serem melhores”. É com este pensamento que o experiente atleta está há quase três anos ajudando o time joinvilense.

O pivô iniciou sua trajetória no Oeste, jogando pela AABB/Rotesma, de Chapecó. Aos 17 anos de idade, passou duas temporadas no Breithaupt/Caraguá, em Jaraguá do Sul. Jogou também por Criciúma, Goiás e novamente em Chapecó, até chegar à campeoníssima Malwee, em 2005. No final da temporada, transferiu-se para o futsal espanhol, onde passou dez anos defendendo as equipes Zaragoza, Lobelle de Santiago, Inter Movistar e ElPozo. Aos 35 anos e defendendo as cores do JEC desde janeiro de 2015 (quando a Krona ainda não tinha a parceria com o Tricolor), Eka ainda não pensa em parar de jogar e avisa: “não me sinto velho, me sinto muito bem, não vejo um final de carreira ainda”.

Ao retornar ao Brasil, o atleta precisou se readaptar ao futsal nacional, ao ritmo de treinamentos, aos jogos excessivos e a um estilo diferente de jogo. “O futsal lá é mais cadenciado, posicionamento zonal, não tem tanta velocidade”, comenta o habilidoso e autor de jogadas elegantes, que parece jogar de black tie.

Abaixo, seis vídeos disponíveis no YouTube com trechos da entrevista

 

temporada 2017 tem sido especial para o Joinville e para o jogador. Eka já marcou 18 gols, oito na Liga Futsal, sete no Estadual e três na conquista do bicampeonato da Taça Brasil, que ocorreu no início do ano, em Francisco Beltrão, no Paraná. Nos duelos contra Jaraguá (Estadual) e Concórdia (Liga), o jogador marcou três gols na mesma partida. Contra o Carlos Borbosa marcou duas vezes, no Rio Grande do Sul.

Nascido em Chapecó no dia 26 de janeiro de 1982, Edson Marques ganhou o apelido de Eka ainda na infância. “Não gostava muito de tomar banho quando era criança”, explica o atleta. Se não fosse jogador de futsal, Eka acredita que teria seguido uma profissão no esporte. “Acho que seria jogador de basquete ou vôlei”, revela. Nas suas playlists, ele não dispensa um bom rock. Suas bandas preferidas são Rolling Stones, AC/DC, Guns N’ Roses.

Título da Liga Futsal

Quando o assunto é a busca pelo inédito da Liga pelo JEC, Eka crava com confiança: “Acredito, sim, que nosso time tem condições de conquistar o título”, afirmou o jogador, que não foge da pergunta sobre os principais candidatos: “Carlos Barbosa, Corinthians, Magnus e Assoeva, além do Joinville”.

Focado no próximo confronto da Liga Nacional contra o Magnus/Sorocaba, no dia 25 de agosto, Eka sabe que será um jogo equilibrado, de duas equipes qualificadas. “Acredito que quem tiver mais coração, mais calma e tranquilidade pra definir, vai sair vencedor”, analisa.

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Texto: Marcos Aurélio Carvalho
Foto e vídeos: Yan Pedro Kuhnen

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