Bombeiros Voluntários completam 125 anos nesta quinta e inauguram novo prédio

Em 1892, após alguns incêndios na cidade, a pequena comunidade joinvilense, à época com 18 mil habitantes, decidiu se organizar para combater as próximas chamas. Nascia ali o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, que completa 125 anos nesta quinta-feira, 13 de julho. Para comemorar a data, a entidade inaugura o novo prédio, no centro da cidade.

O prédio de 2,5 mil metros quadrados ocupa o espaço da antiga garagem da frota da corporação, nos fundos da atual sede. O projeto é assinado pela Studio Delai e, a execução, pela Adobe Engenharia. As obras iniciaram em agosto do ano passado e exigiram um investimento de R$ 2,9 milhões, que foram arrecadados por doações de empresas e pessoas físicas.

“A satisfação não é apenas por entregar uma sede que vai servir aos bombeiros por mais 50 anos. É também porque vai abrigar todo o nosso pessoal”, disse o presidente dos Bombeiros Voluntários, Moacir Thomazi, em referência às 1.700 pessoas entre voluntários, bombeiros mirins, banda, brigadistas, bombeiros efetivos e equipe de apoio administrativo que fazem parte da corporação (90% deles são voluntários).

O novo prédio conta com um sistema de captação de água da chuva vai alimentar um reservatório com capacidade para armazenar 100 mil litros. Assim, a capacidade armazenada sobe para 238 mil litros, considerando que os tanques das unidades de combate a incêndio suportam 138 mil litros de água.

A cerimônia de comemoração tem início às 19h30. Serão realizadas homenagens e entrega de condecorações aos voluntários mais antigos e aos bombeiros com mais horas de serviço durante o ano de 2016. Também será lançada a terceira edição do livro “Os Voluntários do Imprevisível” escrito pelo historiador Apolinário Ternes.

O Corpo de Bombeiros Voluntários fica na Jaguaruna, 13, no centro de Joinville.

Torre restaurada

Além do novo prédio, a histórica torre do Corpo de Bombeiros foi restaurada. Em 1954, quando foi inaugurado o prédio da Unidade Centro do Corpo de Bombeiros, a torre era o ponto mais alto da área urbana de Joinville, com 21,2 metros de altura. Por muitos anos ficou instalada ali a sirene de aviso de incêndio; depois, o vão central foi usada para secar as mangueiras. Agora, restaurada, integra a primeira parte do projeto de musealização do espaço que abriga o Museu Nacional do Bombeiro e será aberta a visitação.

A entrega da obra ocorreu na terça (11), como parte das comemorações. A torre ganhou nova pintura, sistema elétrico e iluminação de led. A revitalização incluiu também a recuperação e troca de parte do madeirame das escadas.

A restauração da torre faz parte do projeto Sirene da Memória, uma iniciativa do Museu Nacional do Bombeiro. Foi viabilizada por meio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec 2016), da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) de Joinville. O projeto custou R$ 85 mil e foi executado pela Adobe Engenharia.

Segundo a vice-presidente e coordenadora de projetos do CBVJ, a museóloga Dolores Carolina Tomaselli, a torre é um marco da corporação. A primeira, em madeira, foi erguida em 1906 nas imediações da praça Lauro Müller. Em 1913, na primeira sede do CBVJ, foi construída em arquitetura enxaimel e servia também para os exercícios de rotina na corporação. A atual, com o projeto de musealização, vai ganhar uma nova atribuição: contar a história da corporação por meio de painéis fixados nas paredes ao longo dos quatro lances de escada.

Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Bombeiros Voluntários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *