Um dos “patinhos feios”, Fluminense começa Série B do Catarinense sem torcida na Arena

A Série B do Catarinense, que promete não ser nada fácil para o Fluminense do Itaum, vai começar nesta segunda-feira (3) com uma dificuldade não prevista pelo clube da zona sul de Joinville. Sem condições de contratar seguranças extras após exigência do Comando da Polícia Militar de SC, a diretoria terá de fechar os portões da Arena para a estreia contra o Hercílio Luz, de Tubarão. O jogo está marcado para as 15 horas.

Dentro de campo, o Flu espera reverter os problemas estruturais e financeiros para contrariar as expectativas criadas sobre o time. Presidente, diretor de futebol e atacante do Fluminense, Anelisio Machado, em entrevista durante o período de preparação do clube, coloca o clube como um dos três “patinhos feios” da competição.

Presidente e atacante, Anelisio Machado segura a camisa 12 na apresentação. Foto: Fluminense

“Eu tenho dito que nós somos o patinho feio. Aquele que está lista de que vai cair de todo mundo. Mas o que nós trabalhamos com o grupo e do jeito que estamos planejando e estruturando, nós acreditamos que temos chance de estar lá em no grupo intermediário”, disse Anelisio.

“E é lógico: quem está brigando no grupo intermediário fica a um passo para a subir. Então nós vamos trabalhar sim com a equipe, motivando eles para que acreditem na possibilidade de subir na competição. Eu tenho certeza que se tiver vontade essa garotada que já tá trazendo tem condições de arriscar e uma briga do grupo intermediário para cima”.

Com o convite para disputar a Série B feito às pressas, apenas confirmado no final de março, o Fluminense teve pouco tempo para correr atrás de patrocinadores. Este foi, ainda de acordo com o dirigente, um dos motivos para uma folha salarial modesta, que será de R$ 25 mil reais por mês.

“Os jogadores recebem todos o mesmo salário, não existe diferenciação do craque e do que não é craque, porque são todos jovens com a mesma oportunidade. Nós colocamos para essa situação e todos estão de acordo aceitando a proposta que o Fluminense tem a oferecer”, revelou Anelisio. A preparação da equipe contou com dois jogos-treino contra Joinville (foto) e Figueirense.

O treinador Valmir Israel é também o comandante das categorias de base do time e fez todo o processo de seleção dos atletas durante mais de 30 dias. Antes de se formar em educação física, Valmir foi goleiro da base do JEC. Ele tem experiência como treinador em torneios de futebol sintético da região. O treinador prefere de trabalhar com esquemas clássicos do futebol.

“Estamos trabalhando com três situações. A que eu mais gosto hoje é o 4-4-2, com duas linhas de quatro, oscilando para o 3-5-2. É um estilo bom, onde trabalhamos bastante as triangulações para sair em velocidade e nós temos jogadores com essa característica”, disse o Valmir.

Relação com a comunidade e disputa com o JEC

Anelisio não imagina o Fluminense disputando a preferência do torcedor da cidade. Para ele, isso seria “burrice”. “O Joinville está no coração de todo joinvilense e inclusive no meu. Vim para Joinville em 1976 e todos sabem que torço para o time, acompanho todos os jogos, seja pela TV, rádio ou no estádio. Torço muito para que o Joinville volte para Série B”, disse o presidente do time.

“O Fluminense vem com uma segunda equipe e jamais eu vou estar, enquanto estiver na presidência do Fluminense, para ser maior que o Joinville porque isso é impossível, hoje, pensar desse jeito. Seria uma burrice tentar fazer confrontamento com uma tradição e profissionalismo do Joinville, que tem apoio de toda uma comunidade”, continuou.

“Tem muita gente que veste a camisa do Joinville, me encontra e diz: ‘Anelísio, parabéns pelo seu trabalho, quando tiver jogo do Fluminense nós vamos lá assistir, mesmo com a camisa do JEC. Então esse carinho com o torcedor é muito bom, é uma opção de lazer”, concluiu o presidente do tricolor um pouco mais modesto de Joinville.

Texto: Yan Pedro Kuhnen
Foto: JEC

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