Mascote dos Bombeiros Voluntários auxilia em situações que envolvem crianças

Bombeiros são chamados em situações geralmente críticas que podem ser traumatizantes, como acidentes de carros, incêndios e quedas. Quando há crianças envolvidas, esse quadro pode ser mais grave ainda. Por isso, desde 2016 a equipe Bravo do Corpo de Bombeiros Voluntários (CBVJ) conta com a ajuda do Faísca, o leãozinho de pelúcia usado para facilitar o atendimento em ocorrências que envolvem crianças.

Faísca e seu “pai”, o bombeiro Rodrigo Jurk, em treinamento nas alturas

A ideia surgiu quando o bombeiro voluntário Rodrigo Luciano Jurk participou do 1⁰ Encontro Internacional de Bombeiros, em 2012, na Argentina. Uma corporação do país hermano, que já contava com a ajuda de um mascote, apresentou a ideia. A concepção do Faísca vem sendo trabalhada desde então, mas só começou a ser posta em prática em 2015, quando Jurk foi promovido a chefe de equipe.

Depois de aprovada a proposta, a equipe começou a busca pelo mascote, que foi encontrado na casa do próprio Jurk: um leãozinho de pelúcia de 30 centímetros. O nome foi escolhido pelos bombeiros, com também tinham as opções Fumaça e Bravura. A roupa, uma fardinha dos bombeiros voluntários, foi costurada por Juliéte Fernandes Jurk, esposa do idealizador.

Faísca em ação

Pronto para a ação, o mascote começou a ser usado nos resgates que envolvem crianças. Mas ele só entra em cena depois de todos os procedimentos mais urgentes, como a estabilização das vítimas.

A partir daí o bombeiro conversa com a criança e propõe um acordo: “ela vai cuidar de Faísca enquanto eles, bombeiros, cuidam dela”. E há sempre uma condição: quando acabar o resgate pode fazer fotos, brincar, mas precisa devolver porque o boneco vai salvar outras crianças.

Segundo Jurk, o jogo sempre dá certo. “No fim da ocorrência, a criança substitui uma situação de trauma por uma lembrança alegre”, conta o bombeiro. “Nunca tivemos problemas de crianças que resistiram em devolver”.

Chamadas especiais

O sucesso Faísca foi tamanho que passou a ser requisitado para todo tipo de emergência. Em uma delas, acompanhou o plantão noturno no PA Norte. A esposa do bombeiro voluntário Francisco José Lele, Étel Paixão, funcionária da unidade de saúde, levou o bichinho para um turno de trabalho.

Em outra situação, viajou ao Nordeste do país para participar do Programa Bahia sem Fogo, em fevereiro deste ano. Ele acompanhou o bombeiro Alexandre Schlischting, que é piloto de aeronaves. Na ocasião, Faísca fez a alegria de diversas crianças da Chapada Diamantina.

Texto: Felipe Silveira
Foto e informações: Bombeiros Voluntários de Joinville

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