Em jogo insano, Joinville vence em casa e força a quinta partida no Rio de Janeiro

Pressionado pela necessidade de vencer, caso contrário o campeonato acabava hoje, o Basquete Joinville fez um dos melhores jogos que o Centreventos Cau Hansen já viu. Mesmo sem seu armador principal, Jeferson Socas, que se lesionou no primeiro período, o time fez 79 pontos, contra 75 do Botafogo, e garantiu que a Liga Ouro só será decidida no último segundo possível. O jogo 5 ocorre na sexta-feira (30), no Rio de Janeiro.

“Agora o Botafogo que nos espere lá, porque nós vamos jogar tranquilos, vamos jogar para curtir este quinto jogo, e agora a responsabilidade volta para o Botafogo”, disse o técnico George Salles, muito satisfeito com a atuação de sua equipe e confiante para a partida final. “Se Botafogo deixar, nós vamos ganhar esse título lá dentro”, acrescentou.

Ouça a entrevista com o técnico George Salles:

O jogo foi muito duro, disputado até os segundos finais. As duas equipes começaram com uma intensidade defensiva muito grande, mas também com um aproveitamento excelente. Elas se alternavam na liderança a cada ataque.

Jefferson Socas comandava as ações joinvilenses, mas ainda no primeiro período o armador infiltrou e sentiu a coxa, desabando em quadra. Ele teve que sair de maca (e depois voltou para ver os momentos finais). O jovem Vezarinho entrou em seu lugar e demorou um pouco para engrenar e colocar o Joinville de volta à partida. Mas, quando engrenou, o armador comandou o time, que teve uma pontuação muito bem distribuída.

Não se pode deixar de destacar a atuação do pivô Jerônimo, que fez 12 pontos com aproveitamento de 75% nos arremessos de quadra. O gigante da equipe joinvilense tomou conta de um momento do jogo e deu muita confiança ao time. Em uma enterrada, chegou a desestabilizar a tabela. O árbitro Cristiano Maranho teve que pedir tempo para que ela fosse arrumada. Pelo lado carioca, Wes liderava com muita técnica.

Para Salles, a diferença fundamental foi da torcida.

“O que prevaleceu hoje foi o fator torcida. Nós só temos que agradecer do fundo do coração. Eles realmente foram o sexto homem dentro de quadra, o último gás que nós precisávamos ter. Claro, mérito dos jogadores que se doaram ao máximo, que tiveram confiança em si, mas a torcida foi peça fundamental do jogo de hoje”, concluiu.

Texto: Felipe Silveira
Foto: LNB
Vídeos: Alexandre Perger

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