Exposição Máquinas do Abismo quer provocar reflexão sobre sentido dos objetos

Nesta quinta-feira (22), às 19h30, o designer e artista Rogério Negrão abre a exposição Máquinas do Abismo, que está montada no Anexo 1 do Museu de Arte de Joinville, localizado na Cidadela Cultural Antarctica. A abertura contará também com a apresentação da banda Dubadulaque, que participou do projeto.

A exposição, que tem curadoria de Carlos Franzoi, é multimídia e composta por colagens digitais impressas, videoarte, instalação sonora e instalação de objetos. O trabalho recebeu apoio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), da Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville.

Para provocar no público a reflexão sobre o processo que dá sentido aos objetivos, Negrão criou várias máquinas sensoriais: horizonte portátil, nivelador de destinos, compactador de lucidez, purificador de erros, captador de aparências e afinidades, estabilizador de imprevistos, reversor de rejeição e neutralizador de medo.

A ideia é justamente que elas não sejam apresentadas como algo acabado, mas que permaneçam no campo simbólico. Assim, ao fornecer diferentes possibilidades, elas poderão ganhar novos significados a cada olhar de um novo visitante da exposição.

Com isso, o propósito é instigar as pessoas a pensarem na construção da realidade que gira ao redor delas, ao invés de se contentar apenas com respostas prontas. “O mundo existe desse jeito porque pensamos e damos sentido a ele. As coisas são assim porque obedecem a alguém. Então, a intenção é tirar o véu do significado e nos tornarmos agentes que criam os significados”, comenta o artista.

O trabalho é estruturado em uma pesquisa que começou em 2015 e tem origem na experiência profissional ligada ao design de produtos. “Realizei uma série de investigações que ampliam o instante anterior ao advento da máquina, no sentido de pensar nos meandros das possibilidades”, conta Negrão. Esse estudo já deu origem a outra exposição, que passou pelo Sesc e teve como base a construção de máquinas imaginárias a partir de textos descritivos e colagens de desenhos de patentes do início do século 20.

Foto: Divulgação

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