Míriam Leitão critica Temer e defende reformas na Feira do Livro

A jornalista Míriam Leitão fez uma fala curta na Feira do Livro de Joinville. Foram aproximadamente 40 minutos de conversa, espremida entre uma fala de 30 minutos do presidente da Fiesc e uma extensa sessão de autógrafos após a apresentação.

A jornalista é uma das principais atrações desta edição da feira. Autoridades locais foram ao Teatro Juarez Machado para acompanhar o evento, que contou com a condução do jornalista catarinense Moacyr Pereira, do Diário Catarinense. Antes de Míriam subir ao palco, no entanto, foi dado um espaço ao presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Cortê, que falou por meia hora sobre projetos ligados à educação e ao aumento da produtividade da indústria nacional.

Moacyr Pereira queria saber o que a colega tinha a dizer sobre a situação nacional, em especial à absolvição da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (9). A resposta fez a plateia rir por conta de uma situação inusitada. Míriam contou que acordou com uma “tristeza cívica”, em um dia que estava frio e cinza no Rio de Janeiro. No avião, ela escreveu sobre isso e que estava indo para a região sul, que é mais fria ainda. Ao chegar, no entanto, ela foi surpreendida por um dia lindo, com sol, e até mudou a crônica, a chamando de “Sob o sol do sul”. O público, que sabe da relação de Joinville com a chuva, não se conteve e caiu na risada. A jornalista disse que já haviam lhe falado que os dias não eram sempre assim, com sol. “Eu sou pé quente, me chamem mais vezes”, brincou.

Apesar da tristeza momentânea, a jornalista sugere esperança. “Ontem foi um momento de retrocesso, mas isso não significa que a gente vá perder o jogo”, disse Míriam, chamando o veredito do TSE de “assalto à inteligência do país”.

Moacyr Pereira insistiu na questão das reformas, parece estar angustiado com isso. Para Míriam, Temer está muito enfraquecido e não tem condições de aprová-las. Ela defende as reformas, em especial a da previdência. Ela dedicou um tempo ao assunto, citando entrevistas do seu livro História do Futuro, mudanças sociais e demográficas.

Ela também fez elogios à equipe econômica do governo e disse que o desemprego é o problema mais grave do país. Sugeriu aos empresários que não demitam tanto, pois em um processo de retomada eles podem sair perdendo. Neste momento, voltou a pregar esperança. “Mais dia, menos dia, o Temer passará, mas nós vamos ficar. Não é bom desistir do país”, afirmou.

A autora ainda falou de seus filhos, os jornalistas Vladimir Netto e Matheus Leitão, e suas obras literárias. E contou, por fim, que foram os livros que a transformaram no que ela é hoje e que sua ambição sempre foi escrever livros. “Com isso estou realizada”, finalizou.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Feira do Livro

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