Mesmo antes da crise política, indústria já estava desanimada com resultados de abril

Antes de estourar a crise política, no dia 17 de maio, o governo se esforçava para propagar a ideia de recuperação econômica do país. Ressaltava dados relativos ao emprego, à inflação e à produção industrial. No entanto, o país ainda não pisava em terra firme. O emprego oscilou no primeiro trimestre, fechando com saldo negativo. E se a produção industrial foi bem em março, em abril ela voltou a cair, o que desanimou os empresários, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada pela entidade na quarta-feira (24), o indicador de evolução da produção caiu para 41,6 pontos, o de número de empregados ficou em 47 pontos e o de utilização da capacidade instalada em relação ao usual diminuiu pra 36,6 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos, revelam queda na produção, no emprego e na utilização da capacidade instalada.

De acordo com a nota da entidade industrial, o fraco desempenho da atividade reduziu o otimismo dos empresários e a perspectiva é de mais demissões na indústria. A CNI ainda sugere que os feriados são responsáveis por parte das quedas registradas no mês. Abril teve 17 dias úteis, ante 23 dias de março. “Embora seja comum uma diminuição da atividade entre os meses de março e abril, a queda registrada em 2017 foi mais intensa que a usual”, registra a nota.

Sem grandes perspectivas de melhora no cenário econômico, os empresários continuam pouco dispostos a investir. O índice de intenção de investimentos para os próximos seis meses ficou em 46,6 pontos em maio, uma queda de 0,4 ponto na comparação com abril. O indicador varia de zero a cem pontos e quanto maior o índice, maior é a propensão de investir das empresas. “Apesar do aumento de 7,2 pontos na comparação com o ano passado, as intenções de investir seguem baixas”, diz a pesquisa.

A entidade é uma das que mais pressionam o governo federal pela aprovação das reformas trabalhistas e previdenciária.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA
Informações: CNI

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