Vereadores ouvem explicações sobre capelas mortuárias da cidade

Os vereadores da Comissão de Urbanismo receberam, na terça-feira (23), representantes das funerárias e das secretarias de Meio Ambiente (Sema) e de Segurança Pública e Proteção Civil (Seprot) de Joinville. O objetivo dos parlamentares foi cobrar a responsabilidade pela qualidade das acomodações nas capelas mortuárias e pela segurança dos familiares ao longo dos velórios.

Na semana passada, uma moção de autoria do vereador Rodrigo Coelho (PSB), aprovada pelos parlamentares, chamou a atenção dos munícipes. Os parlamentares pediram à prefeitura que estudasse a possibilidade de realizar velórios nas subprefeituras e nos terminais de ônibus da cidade.

De acordo com Sebastião Bruhmüller, gerente de cemitérios da Sema, Joinville tem 19 capelas mortuárias, sendo oito públicas e 11 particulares. Das públicas, quatro ficam na Rua Borba Gato, no bairro Atiradores, e estão sob responsabilidade das funerárias (cada uma é concessionária de uma capela). As outras quatro ficam nos bairros e estão por conta da Prefeitura.

“As capelas dos bairros são precárias, pequenas, mas, infelizmente, é o que temos para oferecer”, admitiu Bruhmüller.

O gerente de cemitérios da Sema disse, ainda, que nunca recebeu reclamação por escrito sobre necessidade de melhorias ou de segurança em capelas mortuárias. “Não temos informação sobre velório interrompido à noite por falta de segurança. Não nos chegou, até hoje, esta informação”, justificou.

Presidente da Comissão de Urbanismo, o vereador Jaime Evaristo (PSC) reclamou da falta de cadeiras, de climatização, de iluminação e de segurança noturna, especialmente no período noturno.

“As pessoas deixam o ente falecido nas capelas e vão para casa, com medo de serem assaltadas à noite”, argumentou o vereador. “A gente quer uma estrutura melhor, adequada. Vamos cobrar, vamos achar um encaminhamento para resolver isso”, acrescentou.

Aislan Breitkreitz, representante da Seprot na reunião, disse que há um contrato terceirizado de segurança com a empresa Kronos nos cemitérios e capelas mortuárias. Segundo ele, é feito o monitoramento eletrônico e são feitas rondas presenciais quando constatadas situações “atípicas”, como o consumo de drogas dentro dos cemitérios ou ocupação dos espaços da capelas por moradores de rua.

Representantes das funerárias dizem que não lhes compete fazer a segurança nas capelas durante os velórios. Isso não está compreendido nos contratos de concessão firmados com a Prefeitura de Joinville.

“São custos que não foram previstos em edital de licitação e, portanto, não podem ser absorvidos ao longo da prestação do serviço”, disso Glauco Marcelo de Moraes, advogado da Funerária São Cristóvão.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Sabrina Seibel/CVJ
Informações: CVJ

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