Crise política repercute na Alesc e Kennedy Nunes pede “reforma do eleitor”

Os deputados estaduais de Santa Catarina comentaram, na sessão desta terça-feira (23) da Assembleia Legislativa, a crise política nacional e estadual. Vários parlamentares destacaram a necessidade de mudanças no sistema eleitoral, inclusive o deputado joinvilense Kennedy Nunes (PSD), que também apontou a questão da responsabilidade sobre o voto.

“Tem a reforma do eleitor, é o que tenho dito, ninguém está lá porque quis estar lá, várias outras pessoas votaram para que estivesse lá. Vamos falar sério”, disse Kennedy Nunes.

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O deputado Maurício Eskudlark (PR) também propôs reformar o sistema eleitoral. “A crise política é muito grande, precisa de uma mudança geral, mudar a legislação eleitoral, isso é uma afronta ao cidadão, não podemos aceitar”, avaliou o deputado, que foi apoiado pelo colega Fernando Coruja (PMDB).

Já o deputado Dirceu Dresch (PT) destacou os pedidos de impeachment do governador Raimundo Colombo. “Diziam que este governo passava longe dos problemas que o Brasil tinha, mas mentira tem perna curta”, declarou Dresch, que cobrou apuração dos fatos relacionados às delações de executivos da Odebrecht e da JBS “O governador Raimundo Colombo precisa explicar com segurança. Não com falas, mas com provas”, argumentou Dresch.

Ele também revelou que a Bancada do Partido dos Trabalhadores exigirá respostas. “Estamos construindo uma nota da nossa bancada, a sociedade exige respostas convincentes sobre isso tudo”, afirmou.

O deputado ainda defendeu o ex-presidente Lula, cobrando provas das acusações que fazem ao líder petista. Para o deputado, trata-se de uma armação nacional. “O grande mestre é a Rede Globo. Já derrubou vários presidentes que não atendiam suas expectativas, operaram historicamente durante o processo de privatização durante a era FHC.Dizem que todo mundo é igual, não é verdade.”

A deputada da região do Vale do Itajaí Ana Paula Lima (PT) propôs eleição direta para presidente como fórmula para equacionar a crise. “Mais de 90% dos brasileiros defendem que a saída para a crise é a eleição direta. Isso é defender a democracia, todo poder emana do povo. Mas pensam primeiro no seu interesse, querem se apropriar do estado para resolver os seus problemas, querem eleições indiretas para continuar o ataque aos direitos dos trabalhadores, querem continuar as safadezas”, acusou Ana Paula.

Para ela, um governo eleito indiretamente carecerá de legitimidade. “Nosso compromisso é com o povo brasileiro. O PMDB e o PSDB estão destruindo o nosso país e somente o voto popular tem condições de restabelecer a legitimidade”, finalizou.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Solon Soares/Agência Alesc
Informações: Agência Alesc

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