Senadores Paulo Bauer e Dário Berger são delatados pela JBS

Os senadores catarinenses Paulo Bauer (PSDB) e Dário Berger (PMDB) aparecem na delação da JBS. De acordo com documentos entregues ao Ministério Público Federal (MPF), ambos receberam propina da empresa. Eles assumem que receberam dinheiro por meio de doação legal, mas negam o envolvimento em corrupção.

Bauer aparece em duas planilhas. A primeira é o documento no qual estavam anotados os destinos do dinheiro entregue ao PSDB. Ali diz que Bauer recebeu R$ 100 mil para a campanha ao Senado de 2010 (doação oficial e aprovada pela Justiça Eleitoral). O segundo documento é chamado de “Doações TSE – 2006 a 2014” e nele consta que o senador recebeu R$ 400 mil para a campanha de 2014 ao governo de Santa Catarina.

Em nota oficial, o parlamentar disse que a acusação lhe “causa perplexidade” e disse que se coloca “à disposição de qualquer instância policial e judicial, oferecendo a quebra dos meus sigilos bancário, fiscal, financeiro e telefônico para quaisquer investigações que se fizerem necessárias”.

Já o senador Dário Berger é acusado de receber R$ 1 milhão de reais para votar contra o colega Luiz Henrique da Silveira na disputa à presidência do Senado. Ele aparece na delação do executivo Ricardo Saud, que o acusa de ter recebido o dinheiro do também senador peemedebista Renan Calheiros, de Alagoas. No documento entregue ao MPF, Dário aparece na planilha que registra os valores destinados ao senador alagoano.

Berger divulgou nota oficial na qual nega ter recebido o dinheiro. “Dele não tenho conhecimento; não o recebi e tampouco jamais chegou ao Comitê Financeiro de minha campanha”, afirmou. O parlamentar disse que jamais trairia o colega catarinense e que fez campanha para LHS naquela ocasião.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Agência Senado

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