Deputado quer aproveitar áreas ociosas para o plantio de frutas em SC

O deputado estadual Natalino Lázare (PR) tem se dedicado, nos últimos meses, ao Projeto Fruticultura. A ideia é aproveitar as áreas ociosas da agricultura catarinense para o plantio de frutas, oferecendo aos agricultores equipamentos, treinamentos e crédito. O projeto foi apresentado ao governador Raimundo Colombo na segunda-feira (22), na Casa d’Agronômica, em Florianópolis.

“É um estudo muito bom, profundo e que mostra caminhos importantes. Nossos técnicos vão avaliar com bastante atenção. Nós precisamos nos preparar para o futuro e fazer mais com menos”, disse Colombo, em meio a uma crise política.

Santa Catarina se destaca nacionalmente na produção de frutas. O estado está em 6o lugar no ranking nacional. A região do Meio-Oeste, por exemplo, é responsável por 50% da produção de maçã do país e também lidera a produção de uvas.

De acordo com o autor do projeto, Natalino Lázare, os agricultores interessados em produzir na área ociosa, vão receber explica o que o parlamenttar chama de “pacote tecnológico”. São informações sobre as variedades mais propícias ao clima e ao solo de cada região, formas de plantio e manejo, equipamentos para irrigação e proteção contra granizo e geada. Tudo já com os custos para implementação, além de orientações de como acessar as linhas de crédito existentes.

“Estamos trazendo para o governador uma ideia de incrementar ainda mais essa atividade na agricultura, porque é mais uma fonte de renda e precisamos dar esse apoio público aos nossos produtores. É uma alternativa econômica. Nós temos uma região muito próspera e desenvolvida na área da fruticultura, com solo preparado para isso, clima favorável e, sobretudo, com gente que tem a vocação de plantar e produzir frutas”, explicou Lázare.

De acordo com um relatório elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), entre 2014 e 2015 as principais lavouras frutícolas permanentes no estado somaram algo próximo a 55 mil hectares. Esse cultivo envolveu cerca de 14 mil produtores e resultou em uma safra de mais de 1,5 milhão de toneladas, que foram comercializadas pelo valor bruto de R$ 1 bilhão.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Alexandre Mees/Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal/Cidasc
Informações: Secom/SC

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