Movimentações pré-eleitorais mexem nos quadros de filiados dos partidos em Joinville

Faltando pouco mais de um ano para as próximas eleições, as movimentações dos partidos em suas bases vão se intensificando. Dos partidos com presença em Joinville, o PMDB se destaca pela perda de filiados. Mesmo tendo em seus quadros o prefeito e cinco vereadores, incluindo Fernando Krelling, presidente da Câmara, a agremiação perdeu 19 integrantes entre os meses de abril de 2016 e deste ano.

O PSD, do governador Raimundo Colombo, foi outro partido que sofreu forte perda na cidade, com a saída de 43 filiados. A sigla abriga ainda o vereador Fabio Dalonso e os deputados estaduais Kennedy Nunes e Darci de Matos, ambos derrotados nas últimas eleições para prefeito.

Depois de não conseguir eleger nenhum vereador e perder as duas últimas eleições para prefeito, o PT viu 39 militantes se desfiliarem desde abril do ano passado.

Na outra ponta, o PSDB foi o que apresentou o maior crescimento no período, com 166 novos filiados, chegando 9.119 integrantes e se consolidando como o maior de Joinville. A sigla conta com os vereadores Odir Nunes e Natanael Jordão e tem como principal liderança o deputado federal Marco Tebaldi, derrotado nas duas últimas eleições para prefeito.

O segundo partido que mais cresceu é uma surpresa. Conhecido nacionalmente pela figura de José Maria Eymael, candidato a presidente na última eleição, e sem nenhuma liderança de peso na cidade, o PSDC conquistou 133 filiados no período.

Outros partidos que apresentaram crescimento significativo foram o PSOL (112), PR (109) e Solidariedade (105). O partido Novo conquistou 36 filiados, saltando de sete para 43.

Um movimento natural para ano pré-eleitoral

Para o sociólogo Charles Henrique Voos, essa movimentação é comum de ano pré-eleitoral, com trocas de lideranças e, consequentemente, de filiados. Isso explicaria, por exemplo, a guinada do PSDB, que cresceu impulsionado por essas articulações.

Já o PR, na avaliação de Voos, cresceu porque fez uma boa chapa de vereadores, puxada por Maurício Peixer. O PSOL, por sua vez, não faz frente aos partidos tradicionais, mas ganha espaço a partir da inserção com os jovens e com quem enxerga algo além do posto entre Temer-PSDB-PT.

Em relação à redução no número de filiados do PMDB, Voos acredita que isso pode ser explicado pela movimentação de outros partidos tradicionais e com perfil de filiados muito semelhante. “Esses partidos estão se mobilizando para 2018 e puxando gente do PMDB que não foi absorvida pelo governo Udo”, analisa Voos.

Sobre a perda de filiados do PSD, o sociólogo acredita que seja “um claro retrato da imagem desgastada do Colombo em Joinville”. Segundo Voos, o partido não cresce na cidade porque cada vez mais o cenário do domínio local está favorável para Udo Döhler. Além disso, “o PSDB se mostra interessado no governo do Estado e tem tudo pra ir com o Bauer novamente”.

Texto: Alexandre Perger
Foto: Daniel Tonet/Câmara de Vereadores

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