Desemprego no Brasil chega a 13,7% no primeiro trimestre de 2017

Se o governo comemorava notícias positivas na área econômica neste ano, isso ainda não se refletiu na geração de empregos. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) Contínua, o desemprego atinge 13,7% da população brasileira apta para trabalhar. A taxa de desocupação entre os jovens (de 18 a 24 anos de idade) é mais alarmante: 28,8%.

A PNAD Contínua é realizada pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) e registrou dados de 211 mil domicílios em todas as capitais e regiões metropolitanas do país. Os dados são relativos ao primeiro trimestre de 2017.

De acordo com o relatório do IBGE, o desemprego cresceu tanto em relação ao primeiro trimestre de 2016 quanto ao último trimestre do ano passado. A taxa de desocupação (13,7%) apresentou elevação de 1,7 ponto percentual em comparação com o 4º trimestre de 2016 (12,0%) e 2,8 pontos percentuais frente ao 1º trimestre de 2016 (10,9%).

A estimativa subiu em todas as grandes regiões: Norte (de 12,7% para 14,2%), Nordeste (de 14,4% para 16,3%), Sudeste (de 12,3% para 14,2%), Sul (de 7,7% para 9,3%) e Centro-Oeste (de 10,9% para 12,0%).

Já a taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e os que fazem parte da força de trabalho potencial) ficou em 24,1%, o que representa 26,5 milhões de pessoas. No primeiro trimestre de 2016, essa estimativa era de 19,3%. Já nos últimos três meses do ano passado, o número chegou a 22,2%.

A pesquisa também apontou que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou acima da média do Brasil (R$ 2.110) nas regiões Sudeste (R$ 2.425), Centro-Oeste (2.355) e Sul (R$ 2.281), enquanto Nordeste (R$ 1.449) e Norte (R$ 1.602) ficaram abaixo da média.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Informações: IBGE

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