A tradição colocada à prova: Vai começar a Série C do Campeonato Brasileiro

Texto de Vitor Forcellini
Foto: JEC

O Campeonato Brasileiro da Série C começa neste sábado (13) e reúne camisas tradicionais do futebol brasileiro. Regionalizada, a competição será dividida em dois grupos com 10 equipes cada. Com clássicos já na primeira rodada, esta edição promete ser a mais equilibrada dos últimos anos e vai testar a paciência e o coração do torcedor. Conheça um pouco dos adversários do Joinville na terceira divisão do futebol nacional.

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GRUPO A

ASA (AL): A Associação Esportiva Arapiraquense terminou na terceira colocação no campeonato alagoano. Na Série C desde 2014, a equipe tem como treinador o ex-atacante Maurílio. Entre os destaques estão o atacante Leandro Kivel e o volante Leanderson. O estádio Coaracy da Mata Fonseca deve ser outra arma da equipe na Série C. Com 13 participações na competição, o melhor resultado foi o vice-campeonato em 2009.

Botafogo (PB): Campeão paraibano de 2017, o Belo vem forte para a terceirona deste ano. Após cair nas quartas de final na edição passada, o objetivo agora é o acesso. Mesmo com a má campanha na Copa do Nordeste (eliminado na 1ª fase), a equipe de João Pessoa conta com elenco experiente para suportar a Série C. O veterano atacante Warley e o experiente goleiro Michel Alves, são considerados peças fundamentais para o sucesso do técnico Itamar Schülle.

Confiança (SE): O Confiança é outro campeão estadual de 2017. O autor do gol do título foi um velho conhecido da torcida joinvilense: Thiago Silvy, que passou sem deixar saudades pela Arena em 2007. Além do atacante, se destacam o zagueiro Anderson, o volante Jardel, os meias Rafael Vila e Everton Santos, além do atacante Tito, craque do estadual. O jovem Tiquinho também carrega esperanças da torcida azulina, que espera uma colocação bem melhor do que o 13º lugar da temporada passada.

CSA (AL): Vice-campeão alagoano, o CSA tem um time experiente para a disputa da Série C. A equipe de Maceió volta a disputar a competição depois de 9 anos. A base que foi vice-campeã da Série D em 2016 foi mantida e a diretoria trouxe o atual campeão da Série C para comandar o time: o técnico Ney da Mata. Os meias Cleyton, Didira e Thiago Potiguar são os destaques da equipe. Dono da melhor média de público da última Série D, o CSA é outro time que conta com uma apaixona torcida empurrando a equipe durante os 90 minutos.

Cuiabá (MT): O Cuiabá conseguiu superar o Luverdense, que disputa a Série B, e conquistou o título estadual em 2017. Fundado em 2001 pelo ex-atacante Gaúcho, a equipe disputa a Série C desde 2012, mas nunca esteve perto do acesso. Este ano, porém, a expectativa é conseguir a classificação para as quartas de final. O elenco é formado por atletas desconhecidos, com destaque para o atacante Betinho, ex-Palmeiras. Para esta Série C, a equipe trouxe 5 reforços Pitty, Gedeilson, Derli, Cristiano e Bruno Moura, este último um dos destaques do Linense, que chegou as quartas de final do paulistão.

Fortaleza (CE): Se algum time sabe o que é o calvário da Série C, esse time é o Fortaleza. Na terceira divisão desde 2010, o time foi eliminado nas quartas de final em quatro das últimas cinco edições. Nas últimas três, a eliminação aconteceu dentro do Castelão. E a temporada não anda muito animadora para os torcedores do Leão do Pici. Eliminado na 1ª fase da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil, o time ainda ficou fora da final do cearense ao ser eliminado pelo Ferroviário nas semifinais. O elenco conta o experiente goleiro Marcelo Boeck, o volante Rodrigo Mancha, o meia Leandro Lima e o atacante Juninho Potiguar. Leandro Cearense, artilheiro pelo Paysandu, chega como reforço. No comando técnico, o rodado Paulo Bonamigo.

Moto Club (MA): Envolto com a confusão que paralisou o campeonato maranhense, o Moto Club se prepara em duas frentes. Uma para a possível decisão do segundo turno do estadual, na qual o clube briga judicialmente com o Sampaio Correa para participar, e para a Série C. Quarto colocado na última Série D, a equipe volta à terceirona após 9 anos. Para o segundo semestre, o clube trouxe os volantes Max Carrasco e Diogo Oliveira, além do lateral direito Roberto Machado, que jogou o paulistão pelo São Bento. A estreia da equipe é exatamente no clássico contra o rival Sampaio Correa.

Remo (PA): Campeão da Série C em 2005, o Remo passou por maus bocados entre 2009 e 2014. Foram 3 insucessos na Série D e três temporadas sem divisão, até que em 2015 o acesso finalmente veio. Na temporada passada a equipe acabou eliminada na 1ª fase, mas a torcida vive grande expectativa para 2017. O vice no estadual deixou a sensação de que o time pode alçar voos mais altos na temporada. Isso se o elenco conseguir fugir das lesões, que muito atrapalharam a equipe no primeiro semestre. Com 10 reforços para a Série C, o destaque do time é o meia Flamel, que se recupera de lesão que o deixou fora da final do parazão.

Salgueiro (PE): Finalista do campeonato pernambucano, o Salgueiro vai ter que esperar até o dia 16 de junho para disputar o segundo jogo da final contra o Sport. Até lá, o foco é na Série C. A boa campanha no pernambucano credencia a equipe do interior a buscar uma vaga entre os quatro classificados para a próxima fase da terceira divisão. O atacante Piauí, o volante Diego Aragão e o meia-atacante Diogo Peixoto são alguns dos reforços do Carcará para a competição.

Sampaio Correa (MA): Campeão das séries B, C e D ao longo de sua história, a BolÍvia Querida tenta se recuperar do rebaixamento do ano passado. Lanterna da Série B, o Sampaio fez uma campanha muito abaixo dos demais e isso mostrou que uma reformulação era necessária. Para esta Série C chegaram o lateral Gian, o atacante Reginaldo Junior, os meias Marlon e Fernando Sobral, além do atacante Célio. Pimentinha, xodó da torcida, segue no clube, mas deve começar a competição no banco de reservas.

GRUPO B

Botafogo (SP): Em 2016, o Botafogo foi o 5º colocado na Série C e ficou a um passo do acesso. Seria o segundo seguido. Porém, a equipe não se frustrou e pinta como uma das grandes candidatas a semifinalista nessa temporada. A equipe perdeu Filipi, Matheus Mancini e Gualberto após a boa campanha no paulistão, quando chegou as quartas de final. Chegaram o zagueiro Gladstone e o atacante Mário. A equipe do técnico Rodrigo Fonseca ainda conta com o experiente goleiro Neneca e o lateral Samuel Santos, líderes do atual elenco.

Bragantino (SP): Vice-campeão da Série A2 do campeonato paulista, a equipe perdeu o artilheiro Rafael Grampola para o Joinville. Para suprir sua ausência, o Massa Bruta apresentou o atacante Rodrigo Pitio, que estava no Gama. O volante e capitão Edson Sitta é a grande referência da equipe. Campeão da Série C em 2007, o Braga permaneceu na Série B até 2016, quando foi rebaixado. A expectativa da torcida e da diretoria é fazer o bate-volta e conquistar o segundo acesso do ano.

Macaé (RJ): Vencedor da Série C em 2014, o Macaé ficou apenas uma temporada na segunda divisão antes de ser rebaixado. Em 2016 brigou até o fim para permanecer na terceirona. E a projeção para 2017 não é animadora. A equipe fracassou no estadual. Toninho Andrade chegou para ser o treinador do clube na competição. Com ele chegou quase um time inteiro. O goleiro Henrique volta ao clube, acompanhado do zagueiro Athyla, dos meias Otinho, Igor e Léo Henrique, do meia-atacante Donavan e do atacante Claudio Maradona. Mesmo com os reforços, o Macaé é um dos favoritos à queda em 2017.

Mogi Mirim (SP): Chegando aos 85 anos de idade, o Mogi Mirim vive tempos difíceis. Rebaixado para a Série A3 do campeonato paulista, o clube tenta juntar os cacos para evitar uma nova tragédia em 2017. Com uma situação financeira muito complicada, a diretoria vivia a expectativa de uma parceria com o Audax, que não se concretizou. Com isso o Sapo corre contra o tempo para montar um elenco para a Série C. Para a estreia contra o São Bento, o clube deve usar muitos atletas da base, já que apenas 15 jogadores estavam registrados na federação paulista. O goleiro Poti, o zagueiro Emerson e o meia Vitor Hugo, remanescentes da campanha ruim no estadual, estavam entre esses 15 nomes. Para o Mogi, evitar outro rebaixamento já será uma vitória.

São Bento (SP): Recém promovido da Série D, o São Bento de Sorocaba causa expectativa de uma boa campanha. Entre os recém-chegados destaca-se o goleiro Fabio, ex-Palmeiras. Ele se junta ao capitão Marcelo Cordeiro, aos meias Fabio Bahia e Rodrigo Dantas e ao atacante Anderson Cavalo na missão de levar o São Bento à Série B. A ascensão do clube tem sido meteórica. Do título da Série A3 em 2013 à primeira divisão estadual em 2015 e a chegada a Série C em 2017, os resultados transformam o clube em um fenômeno de acessos nos últimos anos. Tudo isso deixa a torcida são-bentista ainda mais animada.

Tombense (MG): Ainda que não seja um dos clubes mais conhecidos do futebol brasileiro, a Tombense vem fazendo campanhas muito boas nos últimos anos. Desde o título da Série D em 2014 até o 7º lugar na Série C do ano passado. Os destaques são o zagueiro Anderson, o volante Coutinho e o meia João Paulo. A diretoria e os torcedores esperam uma boa primeira fase, para nas quartas buscar a vaga na Série B, que no ano passado escapou por pouco.

Tupi (MG): O estadual parecia promissor para a equipe de Juiz de Fora. Com nomes como Flavio Caça-Rato e Jaja, o clube esperava uma boa campanha. Mas o que se viu foi uma briga contra o rebaixamento que transformou a esperança em medo. Após as saídas dos dois renomados atacantes, a missão de levar a equipe a voos maiores na temporada recai sobre os volantes Leandro Ferreira e Marcel. Porém, a expectativa em cima do time do técnico Ailton Ferraz é que o clube evite, ao menos, o rebaixamento.

Volta Redonda (RJ): Atual campeão da Série D, o Voltaço vem com um trabalho organizado por parte de sua diretoria. Com contratações de acordo com o orçamento da equipe, o entrosamento deve ser a principal arma dos auri-negros na competição. Os volantes João Cleriston e Marcelo, além do atacante Dija Baiano, tem a reponsabilidade de comandar o time nesta volta à Série C do Campeonato Brasileiro.

Ypiranga (RS): Único representante gaúcho na competição, o Ypiranga de Erechim tem problemas para a sequência da temporada. Dono da segunda pior campanha do estadual neste ano, a equipe tenta se refazer para a Série C. Após o rebaixamento no Gauchão, 10 atletas foram dispensados e agora o destaque da equipe é o meia Talles Cunha. A seu favor o time conta com o estádio Colosso da Lagoa e a apaixonada torcida da cidade, que vai ter que fazer muita força para ajudar o clube neste ano.

O REGULAMENTO

São 20 equipes divididas em dois grupos. Eles se enfrentam em turno e returno dentro dos grupos e os quatro melhores de cada chave avançam as quartas de final. A partir de então, confrontos olímpicos entre os grupos para definir os semifinalistas que irão disputar a Série B de 2018. Os dois últimos de cada grupo serão rebaixados à Série D do ano que vem.

RODADA DE ABERTURA

13/05 – 15h30 | Tombense x Tupi – Tombos
13/05 – 15h30 | Mogi Mirim x São Bento – Pref. José Liberatti
13/05 – 16h | Moto Club x Sampaio Correa – Castelão
13/05 – 18h30 | Volta Redonda x Macaé – Raulino Oliveira
13/05 – 19h30 | Bragantino x Botafogo-SP – Nabi Abi Chedid
14/05 – 15h30 | Ypiranga x Joinville – Colosso da Lagoa
14/05 – 16h | CSA x ASA – Rei Pelé
14/05 – 16h | Botafogo-PB x Cuiabá – Almeidão
14/05 – 19h | Remo x Fortaleza – Mangueirão
15/05 – 20h30 | Confiança x Salgueiro – Batistão

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Um comentário em “A tradição colocada à prova: Vai começar a Série C do Campeonato Brasileiro

  • 13 de Maio de 2017 at 13 de Maio de 2017
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    Muito bom o raio x das equipes. Excelente texto.
    A série C é um campeonato muito difícil. Espero que o JEC consiga subir novamente. Ficamos na torcida.

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