Após reportagem sobre diárias, deputados se justificam e apontam gastos das ADRs

Reportagem do jornal Diário Catarinense (leia aqui) revelou que os deputados estaduais de Santa Catarina gastaram mais verba pública com diárias de viagens do que o Congresso Nacional em 2016. Enquanto os políticos e servidores da Câmara e do Senado gastaram R$ 5,1 milhão em diárias, os catarinenses usaram R$ 7,6 milhões do dinheiro público para cobrir gastos com hospedagem, gasolina, alimentação e outras despesas permitidas por lei.

Com o filme queimado pela repercussão da reportagem, os deputados partiram para o ataque na sessão desta terça-feira (9) da Assembleia Legislativa.

João Amin (PP) fez críticas ao custo das Agências de Desenvolvimento Regionais (ADR). “O valor pago pelo governo do estado em aluguéis totalizou R$ 41 milhões, são R$ 5,6 milhões somente com as 29 sedes de ADRs, quase 13% do total, com esse dinheiro daria para construir mais de 100 casas populares”, disse o parlamentar, que ainda completou: “A SDR é um mito, o desenvolvimento não se deslocou, permaneceu concentrado.”

Segundo Amin, o custo de manutenção das ADRs é de R$ 247 milhões, enquanto os investimentos realizados através delas são de R$ 225 milhões. “Que conta é esta?”, questionou.

Já o deputado Kennedy Nunes (PSD) defendeu a oportunidade e o interesse público dos deputados viajarem ao exterior. Ele explicou que é membro da União de Parlamentares Sul Americanos e do Mercosul (UPM) e da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale).

“Tenho a responsabilidade de representar esta Casa, sempre pratiquei isso, toda missão precisa prestar contas e trazer o relatório”, reforçou Kennedy, que exibiu na tribuna um vídeo sobre a visita que fez a Holanda para conhecer iniciativas de produção de energia limpa, de concessão de crédito, produção de leite e gestão portuária.

O deputado Cesar Valduga (PCdoB) concordou com o parlamentar joinvilense. “É preciso buscar experiências no mundo para o estado evoluir”, observou. Valduga ainda citou um relatório feito por Kennedy sobre viagem à Suíça, quando conheceu o modelo carcerário do país europeu.

Presidente anuncia medidas econômicas

Durante a tarde, o presidente da Alesc (foto), deputado Silvio Dreveck (PP), afirmou que a Alesc tem colocado em prática uma série de medidas para alcançar uma economia de R$ 20 milhões ao final de 2017. Segundo ele, algumas ações já iniciadas vão gerar uma economia de R$ 10,36 milhões por ano.

Dreveck destacou a implantação do Ctisp, que altera o quadro de funcionários do corpo da guarda, substituindo policiais da ativa que prestam serviço à Alesc por aposentados, com redução do subsídio pago pelo Legislativo aos policiais.

Outra ação citada é o convênio com o governo estadual para a restauração da Escola Antonieta de Barros, situada no centro de Florianópolis e fechada há 9 anos. Após a restauração, o imóvel vai ser sede da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira. Com isso, a Alesc deixará de pagar aluguel pela atual sede da escola.

Medidas como o corte de gratificações por acúmulo de função e o aumento na jornada de trabalho de parte dos servidores da Casa também foram realizadas.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Miriam Zomer/Agência AL
Informações: Agência AL

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