Indústria apresenta nova queda depois de respiro

A produção industrial brasileira estava em queda livre há muito tempo, mais precisamente há 34 meses. Mas essa trajetória foi interrompida em janeiro deste ano, o que animou muita gente. Em março, no entanto, ela voltou a cair. O recuo foi de 1,8% entre fevereiro e março. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção teve crescimento de 1,1% na comparação com março de 2016 e de 0,6% no acumulado. Em 12 meses, o indicador acumula queda de 3,8%. Puxada pelo crescimento nos primeiros meses, a média do primeiro trimestre é positiva: 0,7%.

Quinze das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção entre fevereiro e março. Entre os setores, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-23,8%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%).

Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram de indústrias extrativas (-1,1%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,4%), de móveis (-11,0%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%) e de produtos de metal (-3,2%).

Entre os nove ramos que ampliaram a produção nesse mês, a contribuição mais importante veio dos produtos alimentícios (1,3%).

Texto: Felipe Silveira
Foto: Agência Brasil
Informações: IBGE

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