Saúde da mulher é tema de conferência livre sobre no Jardim Paraíso

Na última sexta-feira (21), cerca de trinta mulheres do Bairro Jardim Paraíso se reuniram para debater a situação da saúde da mulher. A atividade foi coordenada pelo Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz (CDH), em parceria com o Conselho Comunitário do bairro, um grupo de mães e a Pastoral da Criança. O encontro ocorreu no auditório da Paróquia São Domingo Sávio.

O encontro teve uma breve explanação sobre as conquistas na área da saúde, a importância do SUS e como funcionam as instâncias de participação política por meio do Controle Social. A ideia do encontro é divulgar e preparar delegadas para a 1a Conferência Municipal de Saúde da Mulher, marcada para os dias 05 e 06. O CDH representa o segmento “Usuários” no Conselho Municipal de Saúde e tem como função realizar as Conferências Livres que antecedem o evento.

Com base no tema que vai orientar a etapa municipal – “Saúde das Mulheres: Desafios para a Integralidade com Equidade” –, o grupo iniciou suas avaliações e levantaram propostas. Houve uma explanação para situar também a complexidade da integralidade e da equidade. Os eixos temáticos da conferência também pautaram as propostas:

1. O papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida das mulheres
Neste tema foram abordadas questões de falta de cultura, lazer, falta de políticas de habitação, de saneamento básico e de proteção social que oportunizem e empoderem as pessoas.

2. O mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres
As mulheres trabalhadoras do bairro sentem muito a falta de estrutura do transporte coletivo. Falta de ônibus na madrugada e a superlotação em horários de pico. As questões de abuso dentro dos coletivos também foram levantadas. O tema recorrente das desigualdades de salários também fez parte dos relatos das mulheres.

3. Vulnerabilidade e equidade na vida e na saúde das mulheres
No que diz respeito à vulnerabilidade, o grupo levantou a complexidade da saúde da mulher nas questões das doenças sexualmente transmissíveis, em específico sífilis, sífilis congênita e hepatites, o câncer de mama e a falta de profissionais. Outra questão ligada à vulnerabilidade foram todas as formas de violência e a falta de acesso à Justiça.

4. Políticas Públicas para mulheres e participação social
Sente-se a ausência de formação política e espaços de debates sobre temáticas que dizem respeito aos direitos das mulheres.

Outras carências, como a falta de equipes de atendimento qualificadas, como psicólogos, fonoaudióloga e dentista, entre outras especialidades, faltam na região. Saíram como delegadas para a conferência municipal duas mulheres do grupo.

A próxima conferência livre acontecerá no dia 29 de abril na sede do CDH. Para mais informações, acesse aqui o evento no Facebook.

Edição: Felipe Silveira
Foto: CDH
Informações: CDH

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